Publicado por: dmonteiro | dezembro 9, 2008

Metallica – All Nightmare Long

Uma das melhores músicas do Death Magnetic agora ganhou clipe. Confira abaixo o resultado, que mais parece um filme trash de zumbis.

Ainda não sei o que achar desse video o.O

Confira o review do The Last Man Standin’ sobre Death Magnetic aqui!

Video atualizado!

Publicado por: dmonteiro | dezembro 5, 2008

Review: Guns n’ Roses – Chinese Democracy

Qualquer pessoa com algum interesse em rock n’ roll conhece Guns n’ Roses. Os caras dominaram o cenário musical entre os anos 80 e 90, e venderam milhões de discos. Até aí tudo bem. Quinze anos após o último disco, Spaghetti Incident, composto inteiramente de covers de músicas punk, surge Chinese Democracy.

O disco, da banda que já não conta com a maior parte de sua formação original, alcançou o status de lenda. Desde a saída de Slash e Duff, por volta de 1997, que se espera um disco de inéditas do Guns.

No ano de 2001, Axl Rose e seu Guns n’ Roses ressurgem. O Rock in Rio 3 é o cenário para o pontapé inicial do lançamento do Chinese Democracy. A formação na época contava com Buckethead e Paul Tobias nas guitarras, além de Brian ‘Brain’ Mantia com as baquetas. Durante o show, foram apresentadas algumas músicas novas: Chinese Democracy, Madagascar, The Blues, Silkworms e Oh My God. A última havia sido a primeira música lançada pela nova banda, fazendo parte da trilha do filme Fim dos Dias, em 1999. No final do show, Axl prometeu retornar no próximo verão com as músicas novas.

Durante os próximos anos muito pouca coisa aconteceu (aos olhos dos fãs). Em 2002, houve o cancelamento da turnê americana, além da saída de Paul Tobias. Richard Fortus assumiu a guitarra a partir de então. Em 2004, quando a banda havia confirmado sua presença no Rock In Rio Lisboa, Buckethead tem problemas de saúde e o show é cancelado. Algum tempo depois, o cabeça de balde sai da banda também.

2005 passa praticamente em branco, mas 2006 trouxe novas expectativas para os gunners. Uma sequência de 4 shows nos EUA, em maio, chama a atenção dos fãs, e é marcado pela adição de Ron ‘Bumblefoot’ Thal a banda. Depois disso, Axl e sua turma fazem uma turnê bem sucedida na Europa, continuando com shows pela Asia e EUA até 2007. Mais algumas músicas, que haviam vazado no começo do ano, são tocadas: I.R.S., There Was a Time e Better. Durante esse tempo, houveram vários boatos de que o disco seria lançado, mas todos foram desmentidos logo após.

E chegamos, diretamente do túnel do tempo, ao ano de 2008. No meio do ano, 9 músicas vazaram na internet, ainda que em versões não finalizadas.  Finalmente tivemos lançamento de músicas novas, com Shackler’s Revenge no jogo ‘Rock Band 2’ e If The World nos créditos do filme ‘Body Of Lies’. Em outubro, Chinese Democracy é confirmada como primeiro single do disco, junto com seu lançamento para o dia 23 de novembro.

Após anos e mais anos de trabalho, muitos milhões de dólares e vários integrantes, a lenda chega ao seu final. Chinese Democracy foi lançado e agora eu escrevo meus 2 centavos a respeito do disco.

Para fazer esse review, utilizarei alguns critérios:

Esqueça que a banda não é a clássica e que se passaram mais de 14 anos para que o disco ficasse pronto. Este é um disco como qualquer outro.

Faixa a faixa:

01 – Chinese Democracy (4:42): Além de abrir o disco, a faixa tem a missão de ser o primeiro single e cumpre muito bem seu papel. A introdução, com tambores e várias vozes falando em chinês, cria um clima tenso – logo quebrado pelo grito estridente de Axl. Segue-se um riff pesado, fazendo a estrutura da música. Destaque para a guitarra fretless de Ron e os bons solos de Buckethead. O vocal segue de forma mais grave, em conjunto com um outro Axl mais agudo em alguns trechos. A bateria acompanha muito bem, dando mais peso para a música.

02 – Shackler’s Revenge (3:36): Após uma introdução bem pesada, mas curta, a música segue um embalo pop, com guitarras que lembram um NIN mais elaborado. Axl canta os versos com a voz mais grave, e o refrão com sua voz mais característica. Destaque para o refrão grudento, ponto alto da faixa. O solo de guitarra (trabalho de Ron) é um tanto estranho de primeira, mas é perfeito para um jogo como Rock Band. Ron também faz um bom solo no final da música.

03 – Better (4:57): Esta é a música que mostra o potencial do novo Guns n’ Roses. Ela apresenta uma pegada rock, com um refrão bastante pop, mas não pára por aí. Better apresenta várias quebradas inesperadas, com um primeiro solo de Buckethead seguido de um breve momento metal. Destaque para o segundo solo, de Robin Finck, com muito feeling. Certamente um dos pontos altos do disco. Foi escolhida como segundo single, e talvez terá um videoclipe.

04 – Street of Dreams (4:45): Apresentada em 2001, como The Blues, esta música teve algumas mudanças sutis. Desde a introdução até um segundo solo de guitarra, surpreendemente composto por Buckethead. Essa balada é uma das que mais remete a sonoridade do Guns n’ Roses clássico e deve ser uma das favoritas dos fãs de November Rain e afins. Destaque para os excelentes solos de guitarra e para o belíssimo piano.

05 – If The World (4:53): Aqui começamos a ver o quão amplo é o trabalho de Axl em cima do disco. A faixa apresenta violões de flamenco, uma guitarra funkeada e bateria com ritmo quebrado. Adicione a essa mistura uma guitarra pesada e um bom solo de guitarra. If The World é uma boa idéia, que foi um tanto prejudicada com o excesso de efeitos. Poderia ser mais simples, mas ainda assim tem seu valor. O final da música é genial. Destaque para o violão.

06 – There Was A Time (6:40): Mais um dos pontos altos do disco, esta faixa apresenta uma parede de guitarras, com 3 solos de guitarra. O primeiro solo, de Finck, é bem simples, mas com um feeling imenso. A seguir, a música muda totalmente de embalo, deixando Axl e o resto da banda em segundo plano, enquanto as guitarras travam um duelo. Trabalho nada menos que brilhante, com o excelente solo de Buckethead ao final. Disparado o melhor solo do disco, talvez dos últimos anos!

07 – Catcher In The Rye (5:52): Aqui, o destaque fica para a temática da música. O trabalho de Axl lembra muito um encontro de Queen com os Beatles. O piano dá uma cadencia mais lenta à faixa, enquanto o peso das guitarras faz com que ela se acelere. Solos de muito bom gosto, o primeiro de Robin Finck (que substitui o solo da demo, que era tocado por Brian May) e o segundo de Ron, que acompanha muito bem o vocal até o final.

08 – Scraped (3:29): Após um momento de baladas, esta rocker começa com Axl cantando sozinho. As guitarras não demoram pra pôr tudo a baixo, enquanto Axl canta o hino da nova banda (“Don’t you try to stop us now”). Destaque para o peso das guitarras e para o duelo de vocais entre os dois Axls. O refrão vai crescendo durante a música, o que é bastante interessante. O final soa um pouco embolado, por causa dos dois vocais e da guitarra solo.

09 – Riad N’ The Bedouins (4:09): Outra rocker, com riffs rápidos e conflitantes. Muito bem descrita por um amigo como um ‘murro no cérebro’, esta faixa possui o peso das guitarras e a agressividade do vocal de Axl. Para melhorar, o solo de guitarra poderia ser um pouco menos insano. A música ainda muda mais uma vez, com a entrada de outro solo, mais interessante.

10 – Sorry (6:14): A banda surpreende novamente, com uma música guiada por violões e bastante influenciada pelo trabalho solo de Buckethead. A letra é um desabafo de Axl para Slash. Além disso, ainda há a participação (bastante discreta) de Sebastian Bach, fazendo backing vocals. O refrão é bastante pesado e os solos de guitarra são muito bons, em especial o solo mais lento, de Buckethead – com muito feeling – que lembra bastante Pink Floyd. Uma das melhores faixas, e por coindidência (ou não) resistiu sem vazar até os momentos finais do lançamento do disco.

11 – I.R.S. (4:27): Não se deixe enganar pela introdução calma, pois I.R.S. é uma rocker! Alternando momentos agressivos e momentos mais calmos, Axl Rose se destaca pelo excelente trabalho de vocal. Bom trabalho da cozinha e dois bons solos de guitarra (Robin Finck e Buckethead) dão os toques finais. Outra faixa que deverá agradar bastante os fãs das antigas.

12 – Madagascar (5:37): Esta é a música que talvez represente tudo o que Axl passou durante esses anos. Falando sobre solidão e a vontade de se libertar, a letra ceramente é um dos pontos altos. Destaque para a voz (que expressa sofrimento – praticamente interpretada por Axl) e para o trabalho de Chris Pitman e Dizzy Reed. As colagens – com o discurso de Martin Luther King, I Have a Dream e de Cool Hand Luke (presente também em Civil War) – e o solo de guitarra que acompanha expressam brilhantemente a intenção da música. Épica!

13 – This I Love (5:33): Indo contra a superprodução do disco, esta faixa é surpreendentemente simples. Axl  canta sobre a sua amada e o quanto ela faz falta em sua vida. Belíssima canção, novamente ‘interpretada’ por Axl e muito bem acompanhada por arranjos de muito bom gosto e um solo de guitarra inspiradíssimo de Robin Finck. Diz-se que essa música foi escrita ainda nos tempos da antiga banda.

14 – Prostitute (6:14): Fechando o disco com uma balada não-tão-balada assim. Na letra, Axl diz que não se vende para o sucesso e a fama, mostrando o seu valor pela arte que é este disco. Destaque para o peso das guitarras, que contrastam bastante com as partes calmas. O encerramento, somente com o piano, deixa a vontade de saber o que vem a seguir. Pra onde o Guns n’ Roses segue agora?

Considerações finais:

Chinese Democracy é um trabalho bastante complexo. A cada nova audição pode-se perceber novos detalhes, seja um lick de guitarra, uma linha de baixo ou um efeito. É preciso dar uma boa atenção para esse disco, que com certeza é um dos melhores do ano de 2008.

A expectativa criada em torno do disco pode ser capaz de frustrar muitos curiosos em ouvir este trabalho. Se você procura um novo Appetite For Destruction, ou um Use Your Illusion III, desista. Chinese Democracy representa um passo além.

Para nós, ouvintes (fãs ou não), este é apenas mais um disco. Para Axl e o Guns n’ Roses, esse disco é a conclusão de um projeto, e é possível notar a dedicação e o esforço para que este fosse o mais próximo possível da visão que se tinha de um novo disco da banda. Ninguém mais faz música no mesmo estilo hoje em dia. Devo dizer parabéns pela coragem de Axl de mudar o rumo da banda, indo contra o que se esperava e reinventando o Guns n’ Roses.

O destaque maior de todo o disco, vai para o trabalho vocal de Axl. Melhor do que nunca, Axl canta usando diferentes tons de voz. As letras se sobressaem também, principalmente por relatarem vários momentos pelos quais ele passou e que ficam bastante claros em músicas como Scraped, Sorry, This I Love, Madagascar e Prostitute.

Além disso, Chinese Democracy se destaca pelo brilhante trabalho dos guitarristas, seja com a adição do peso e virtuosismo nas guitarras de Ron, ou da técnica, inovação e feeling de Buckethead ou do estilo e do feeling de Robin Finck.

A diversidade do disco é tão grande, que chega a ser difícil destacar faixas isoladas, mas se você estiver interessado em apenas ter uma idéia do que se encontra em Chinese Democracy, ouça:

Better, Street of Dreams, There Was a Time, Sorry e This I Love.

Publicado por: dmonteiro | dezembro 1, 2008

Review: Ac/Dc – Black Ice

Um tanto atrasado (afinal de contas, fiquei envolvido com as notícias do lançamento do Chinese Democracy), mas antes tarde do que nunca, chegou a hora de comentar sobre o novo disco do Ac/Dc, Black Ice.

Este é o disco de retorno de uma das bandas de rock mais conceituadas, sendo que seu último disco de músicas inéditas foi lançado em 2000. O sucessor de Stiff Upper Lip, Black Ice, chegou as lojas no dia 20 de Outubro, com o peso da expectativa de uma banda que já apresentou grandes sucessos como “Back In Black”, “Highway To Hell”, “T.N.T.”, entre outras.

De fato, o disco, que foi lançado em exclusividade com a Walmart, não só conseguiu agradar aos fãs, como mantém seu estilo e sonoridade característicos. Ac/Dc é daquelas bandas, que assim como o Motörhead,  fazem o mesmo som, sem serem repetitivos. Muito do que se apresenta em Black Ice pode ser ligado ao que se encontra nos discos anteriores, que teve seu auge em Back In Black, de 1980 e é o disco de rock mais vendido de todos os tempos.

01 – Rock ’n Roll Train (4:21): Primeiro single do disco, possui alguns riff bem simples, que convencem e um refrão cativante. Angus Young empunha sua SG com bons solos de guitarra, elevando esta música junto ao posto dos outros classicos da banda.

02 – Skies on Fire (3:34): Espere por um bom riff, que é repetido várias vezes ao longo da música, e mais um solo característico do sr. Young. A letra da música é bem fraquinha e, no contexto do disco, Skies On Fire soa mediana.

03 – Big Jack (3:57): Aqui o grupo parece ter errado um pouco a mão, sobrando novamente para a dupla Young salvar a música. O ponto forte fica para o refrão grudento e o riff de guitarra que o acompanha.

04 – Anything Goes (3:22): Esta música foge um pouco das anteriores, soando mais para uma balada pop. A letra remete a músicas anteriores da banda, o ritmo e o refrão simples tornam Anything Goes bastante agradável de se ouvir. Só ficou faltando um solo dentro do contexto e a bateria começa a soar muito simples e repetitiva.

05 – War Machine (3:09): Uma das melhores músicas do disco. Angus Young se recupera com um dos melhores solos de guitarra do Black Ice. A letra não é das mais inspiradas, mas rende um bom tema. A bateria até que começa legal, mas apela novamente para a mesma quebrada de ritmo, o que começa a irritar bastante.

06 – Smash ‘n Grab (4:06): Após uma das melhores, temos talvez a pior faixa do disco. Por coincidência ou não, ela é a que mais se afasta da sonoridade das anteriores. Para sua consideração: Um bom solo de guitarra e nada mais.

07 – Spoilin’ for a Fight (3:17): E temos uma boa música novamente! Grande trabalho de guitarras e uma boa linha de vocal. Destaque para os riffs de guitarra e para o solo.

08 – Wheels (3:28): Mais uma faixa mediana, que passaria batida, não fosse pelo refrão grudento.

09 – Decibel (3:34): Excelente trabalho de guitarras, uma boa linha de vocais e a bateria nao estraga com a música dessa vez. Precisa dizer mais alguma coisa? Ainda que o tema rock n’ roll se repita várias vezes (e ainda repetirá mais algumas), vale a pena ouvir!

10 – Stormy May Day (3:10): Começa com um excelente riff..que introdução simples e genial! Outra faixa candidata a melhor do disco. A letra, ainda que curta, se destaca por abordar um tema um pouco diferente do habitual.

11 – She Likes Rock ’n Roll (3:53): Outra boa intro, com uma participação maior do baixo e um bom ritmo. O refrão, simples e grudento, e o solo de guitarra são outros pontos positivos. A letra da música (que cai sobre o tema rock n’ roll mais uma vez) mostra que essa é a área dos caras, o que faz essa uma faixa no mínimo interessante.

12 – Money Made (4:15): Outra temática bem conhecida pela banda, que mostra que dentro da sua área de risco calculado, o Ac/Dc consegue bons resultados. Espere novamente por um refrão grudento e um bom riff de guitarra que guia a música em sua maior parte.

13 – Rock ’n Roll Dream (4:41): Mais uma balada pop, com um excelente refrão (ainda que você comece a se perguntar: “Quantas vezes mais eu vou ouvir esse cara falar rock n’ roll?”). O bom trabalho da cozinha aliado aos riffs (sempre eles!) fazem dessa faixa outro ponto alto do disco.

14 – Rocking All The Way (3:22): Uma boa música, que talvez não se destaque muito por sua colocação entre duas das  melhores faixas do disco. As guitarras acompanham muito bem o vocal, brigando pela atenção do ouvinte, preparando o terreno para a próxima faixa.

15 – Black Ice (3:25): Encerrando o disco com chave de ouro, esta música dá o algo novo que a banda pode proporcionar. Fugindo um pouco das outras músicas, Black Ice se destaca por ‘soar diferente’ e de forma convincente. Destaque para a bateria, ainda que simples, mas bem executada. O riff de guitarra que direciona a música é um dos mais interessantes do álbum. Fica a expectativa de ouvir como esta música soará ao vivo.

Considerações Finais:

Black Ice é um disco do Ac/Dc, que soa como um disco do Ac/Dc. Por mais óbvio que isso possa parecer, isso significa o que eu havia mencionado anteriormente. Cada disco da banda se apresenta da mesma forma, o que é um dos motivos que agrada tanto aos fãs dos caras.

Apesar de um bom disco (talvez o melhor lançado desde Back In Black), a mesma receita ao longo dos anos se desgasta, fazendo com que músicas diferentes, como “Black Ice”, se destaquem. Outro ponto que conta negativamente (pelo menos para mim) é o uso em excesso do termo Rock/Rock ‘n roll, seja no título das músicas (Rock ‘n Roll Train, Rock ‘n Roll Dream, She Likes Rock ‘n Roll e Rocking All The Way), ou dentro das letras. Além de adicionar um grau de previsibilidade, torna-as um tanto simples – ainda que isso não seja sinônimo de ruim.

A idéia de risco calculado que tornou a banda tão famosa, traz à tona a questão: Um novo disco do Ac/Dc realmente era necessário? Respondendo a pergunta: Sim, o cenário musical se apresentava carente de boas bandas e o retorno de bandas como Metallica, Guns n’ Roses e o próprio Ac/Dc são boas notícias.

Destaques:

Rock ‘n Roll Train, Stormy May Day, Rock ‘n Roll Dream e Black Ice

Próximo review: Slipknot – All Hope Is Gone

Guns n’ Roses – Chinese Democracy

Publicado por: dmonteiro | novembro 17, 2008

Chinese Democracy: Better tocando nas rádios!

Agora é a vez de Better começar a tocar nas rádios. Para quem acompanhava as demos que vazaram ao longo dos anos, esta música não é ‘nova’, mas pode-se notar que ela foi modificada. A bateria está mais reta e adiciona peso a música, junto do peso da guitarra de Bumblefoot, que tornou a música mais agressiva. Chega de papo, para ouvir a música (com um chato ‘music on demand’) acesse:

http://www.q1043.com/pages/news/gunsnroses/

Também há a opção de ouvir o single anterior.

A página oficial mostra uma contagem regressiva, ao som de Chinese Democracy:

http://www.gunsnroses.com

Chinese Democracy será lançado nos EUA no dia 23 de Novembro. Por aqui, já existe a possibilidade de fazer pré-venda em sites como o Submarino e Saraiva. A previsão é de que o cd comece a ser vendido no Brasil a partir do dia 27.

Publicado por: dmonteiro | outubro 22, 2008

Chinese Democracy realmente será lançado!

Você viu por último aqui:

Finalmente a espera acabou! O álbum que se tornou uma lenda pela demora (fazem 10 anos que se ouve falar em Chinese Democracy) e pelo custo elevado de produção está prestes a chegar. Há anos você deve ler sobre isso, mas ao que tudo indica agora é pra valer.

Fortes indícios deste lançamento surgiram com a primeira música, Shackler’s Revenge, fazendo parte do jogo Rock Band 2. Algum tempo depois, apareceu a segunda música, If The World, nos créditos do filme Body Of Lies (Rede de Mentiras) que estreou nos EUA no dia 10 de Outubro.

A notícia mais recente, indica que a primeira canção a tocar nas rádios será Chinese Democracy, prevista para chegar nas estações pela manhã do dia 22 de Outubro (ou seja, hoje!). Algumas rádios dos EUA já estao fazendo propaganda e agora é só uma questão de tempo até a democracia finalmente chegar até a China.

O lançamento do cd está marcado para o dia 25 de Novembro, através de um acordo de exclusividade com a rede Best Buy. Clicando aqui você chegará no site da Best Buy, que está fazendo pré-venda do álbum no formato cd e vinil, com 2 capas diferentes.

Atualizado:

Realmente, não só saiu, como você pode ouvir aqui:

http://www.q1043.com/pages/news/gunsnroses/

Fontes:

http://www.perfectcrimegnr.com

http://www.heretodaygonetohell.com/

Publicado por: dmonteiro | outubro 18, 2008

Wii review: Lego Batman

Recentemente adquiri um Wii, o que me fez gostar novamente de jogar videogame. Andava meio entediado com esses jogos novos que só apresentam gráficos fodásticos e originalidade zero. A nova forma de jogar do console agradou pessoas de todas as idades (e graças ao Wii Sports eu consegui um “paitrocínio” para comprar um Wii hehe).

O único problema é que existe uma grande quantidade de jogos de qualidade duvidosa, que se aproveitam do sucesso de vendas do Wii. A minha idéia aqui será destacar alguns jogos lançados para o console que me chamam a atenção.

Começo então falando do último jogo que comecei a jogar – Lego Batman.

Se você já conhece algum outro jogo da série Lego, já sabe como funciona com este. A idéia é sair destruindo todos os objetos que encontrar pela frente, à procura de peças de lego (unidade monetária do game =P) e de alguns itens escondidos.

O diferencial deste título fica justamente na forma como foram aproveitadas as características das personagens do universo do Batman. Ao longo das fases será necessário utilizar os diferentes trajes de Batman e Robin (cada um com habilidades diferentes) para poder ultrapassar os obstáculos ou pegar os bonus. Além disso, é possível jogar com alguns dos mais famosos vilões, como o Coringa, Duas Caras, Bane, Pinguim, etc. Cada um desses vilões possui características especiais que também são importantes para achar todos os itens.

A história do jogo é contada de forma bastante divertida, sendo mais focado o lado comédia, com as trapalhadas de Robin e do Duas Caras. São 3 atos, cada um deles com um plano bolado por um dos maiores vilões (Ato 1 – Charada, Ato 2 – Pinguim e Ato 3 – Coringa). O interessante aqui é poder jogar dos 2 lados da história, sabendo como os vilões executaram o plano e como a dupla dinâmica os deteve.

Ao término de cada fase, é habilitado o modo Free Play, que permite que o jogador alterne entre todos as personagens de jogo para resgatar os itens ocultos.

Em matéria de jogabilidade, não há muitos problemas, mas também não faz muito uso do wii mote. As únicas personagens a usar o wiimote são as que utilizam os bumerangues, sendo o wiimote responsável pela mira. Nesse quesito a série Lego fica devendo.

No geral, o jogo é bem divertido, mas não é inovador. Os gráficos são razoáveis (até mesmo porque não se exige muito nesse caso) e fica a dica para os fãs de Batman. Existem outros títulos mais interessantes lançados para Wii, mas fica a dica.

Atualizado:

Segue abaixo um video bem interessante que mostra o gameplay do jogo:

Publicado por: dmonteiro | outubro 18, 2008

Review: Metallica – Death Magnetic

Após um longo tempo sumido (adicione aí trabalho de graduação, tempo de férias e a procura por um emprego), resolvi reativar este blog que você está lendo agora! A sessão de Reviews já é tradicional e portanto merece ser a primeira desta nova leva de posts que eu pretendo escrever. Indo ao ponto em 5, 4, 3, 2, 1…

Falar de uma banda como o Metallica é bastante arriscado. Essa banda é um dos (senão o maior) ícones do Trash Metal, sendo influência de muitas outras bandas. Portanto, ao fazer um review desse novo disco não posso esquecer do passado da banda. E é aí onde eu quero chegar. Tendo noção do quanto importante essa banda é, os caras resolveram dar uma olhada pra trás e voltar às raízes. Se vocês ouviram o St. Anger entendem o porquê disso tudo.

Certo, isso é bom…e como ficou o Death Magnetic então?

Durante o processo de gravação do novo álbum, os integrantes sempre mencionavam um álbum: Master of Puppets. Acontece que isso gerou uma expectativa muito grande em cima do Death Magnetic, o que pode ter frustrado muitos dos fãs das antigas. É claro que tem muita coisa nele que remete ao clássico do Metallica, mas eu creio que há mais influências dos outros discos também.

Vamos ao faixa a faixa:

01 – That Was Just Your Life: A música começa com batimentos cardíacos e uma guitarra limpa. Não espere muito para ouvir o peso das guitarras. Segue-se um riff interessante que puxa os vocais de James. Um excelente começo, devo dizer. É possível notar uma sonoridade próxima ao And Justice aqui, dando destaque para a guitarra do Kirk (é isso aí, solos de guitarra novamente!), com bons riffs e um solo muito bem executado e criativo. Ele trouxe consigo seu wah wah e promete não deixá-lo desligado por muito tempo. Uma das melhores músicas do álbum.

02 – The End Of The Line: Começa com um riff pesado,  saltando para outro, que dá uma cadência para a música. Excelente para o famoso “bate cabeça”. A letra da música é fraca e um tanto sem propósito, mas com um refrão que cativa em um certo nível. Esta música lembra algumas fases diversas, passando pelo Master Of Puppets, Load e And Justice For All. Kirk Hammet está solando novamente como se sua vida dependesse disso. Nesse ponto pode-se perceber que as músicas tendem a ser longas.

03 – Broken, Beat & Scarred: Aqui é possível notar um pouco da influência do novo Metallica (pós Black Album) com o velho Metallica. A letra passa uma mensagem positiva, constratando com a temática sobre a Morte, envolvida em quase todas as demais letras do disco. Outra música própria para “bater cabeça” e ao que parece, agradará muitos fãs. O Lars toca a bateria de forma bastante competente, com algumas viradas bem interessantes. Há um bom solo de guitarra, que remete a sonoridade do And Justice For All e dá mais fôlego à música.

04 – The Day That Never Comes: Primeiro single do álbum, esta música tem bastante semelhança com a clássica One (do …And Justice For All), com uma excelente introdução. Nesta faixa, James Hetfield canta com a voz mais limpa, lembrando em algumas partes a fase Load-Reload. A bateria fica um tanto repetitiva, com viradas muito parecidas, mas que não chega a comprometer a música. Acho que essa seria uma balada? Isso é Metallica, prepare-se para ouvir uma virada e uma disputa de guitarras. O final lembra novamente a One, com um dos melhores solos do álbum.

05 – All Nighmare Long: Nesta faixa finalmente podemos perceber a existência de um baixista, com uma participação inspirada de Trujillo. Alguns dizem que esta música lembra Enter Sandman, mas eu discordo. A letra apresenta uma temática similar, mas novamente não é muito convincente. Esse fato não chega a prejudicar a música, que apresenta alguns dos riffs mais inspirados do Death Magnetic. Percebe-se uma sonoridade mais ‘novo Metallica’, com mais um solo bem executado de Hammet. Talvez seja a melhor faixa do álbum.

06 – Cyanide: A letra não é muito inspirada, mas contém alguns bons trechos, relacionados a temática do disco. Ponto para os algumas partes da bateria e o riff de guitarra nos versos. A virada no tempo faz a música ficar mais devagar do que deveria, o que faz perder um pouco o rumo. Ainda assim Kirk Hammet salva o dia com mais um solo de guitarra criativo. Estar localizada após a melhor do disco também prejudica, caindo um pouco com o nível do disco.

07 – The Unforgiven III: Logo após ter visto este nome, tive uma expectativa muito grande, já que a 2ª parte desta trilogia não foi digna da primeira (e clássica) faixa presente no Black Album. E não é que essa música agradou? Ponto para a introdução de piano (peraí…piano? é, isso mesmo!), em um tom bastante triste, fugindo da introdução da primeira Unforgiven. A letra é a melhor do disco, ligada às outras Unforgivens pela temática. A orquestra dá um tom épico para a música. Kirk Hammet mais uma vez se destaca, com o melhor solo de guitarra do Death Magnetic. A música que era um grande ponto de interrogação, tornou-se um ponto bastante positivo para o álbum.

08 – The Judas Kiss: Após uma balada-épica, Metallica volta ao que sabe fazer melhor. Após uma introdução de guitarra que lembra a fase Black Album, James nos apresenta uma melodia bastante interessante, com um refrão que fica na cabeça. A bateria fica um tanto repetitiva, o que atrapalha um pouco com a música, mas não chega a compremeter. Boa faixa, mas fica a impressão de que poderia ser menor e melhor.

09 – Suicide & Redemption: Não só temos a volta dos solos de guitarra, como também temos a volta de músicas instrumentais. Esse é outro grande passo arriscado, sendo inevitável comparar esta música com outras instrumentais, como Orion, Call of Ktulu e To Live is to Die, o que já a deixa em desvantagem. Apesar de não ter recebido ela com bons ouvidos na primeira vez, devo dizer que existem boas passagens nessa música. Há alguns bons riffs, um solo de guitarra legal, uma das melhores baterias do disco e pode-se ouvir mais um pouco do baixo de Trujillo…quer mais?

10 – My Apocalypse: Excelente forma de encerrar o disco. My Apocalypse é um trash metal como há muito tempo não se ouvia. Peso, velocidade e uma boa linha de vocal fazem essa uma das melhores faixas do Death Magnetic. Deve agradar muito aos fãs das antigas e aos fãs de Slayer também. O único porém fica para a letra, que é muito fraca. Nesse ponto ninguém mais liga pra letra mesmo, então só balance a cabeça e aproveite.

Considerações finais:

Apesar do fracasso do St. Anger, o disco apresentou algumas boas idéias, que não foram bem aproveitadas. Eu o vejo como um disco extremamente importante, pois sem ele, não ouviríamos Death Magnetic hoje.

Ao voltar à sua sonoridade original, o Metallica acabou por limitar-se criativamente, o que nem sempre é visto como uma coisa ruim, já que o Death Magnetic se apresenta como um disco satisfatório para os fãs das antigas. Infelizmente essa busca fez com que algumas das novas músicas soassem forçadamente old school e levando a mixagem horrível do álbum. O baixo é praticamente inexistente em quase todas as faixas e as guitarras e a bateria estão demasiado altas.

Analisando individualmente as partes das músicas, é merecido destacar o esforço da dupla de guitarras. Kirk Hammet alcançou um bom resultado, com riffs de guitarra inspirados e solos de guitarra bem compostos. A bateria de Lars não chega a comprometer, mas se mostra limitada em várias faixas, com viradas previsíveis. James fez um bom trabalho com a guitarra base, mas pecou em alguns momentos com algumas letras fracas. Infelizmente pela pouca presença do baixo é difícil fazer uma avaliação mais qualificada do trabalho de Trujillo.

No geral, Death Magnetic é um bom disco, lembrando vários dos bons momentos da discografia da banda e com boas músicas. Um dos melhores discos do ano, até o momento.

Próximos reviews: AC/DC – Black Ice e Slipknot – All Hope

Publicado por: dmonteiro | setembro 17, 2008

Retornando…

Bueno, faz um tempo que estou afastado deste blog (o último post foi no fim de 2007 ainda!). Mas também, esse ano passou voando. Já estamos em setembro e logo em seguida começam as propagandas xaropes de Natal. Quem sabe antes disso saia um próximo post meu né? =P No fim esse ano não teve muito o que me motivou a postar…2008 está sendo disparado o ano mais entediante… Pra dá uma animada mudei o layout do blog, que tal? Até o próximo post!

Publicado por: dmonteiro | dezembro 20, 2007

Dicas (in)úteis – Parte 2: Como achar a música que você quer

Post rapidinho com dois sites bacanas que conheci há algumas semanas: Seguido vejo que as pessoas acessam esse blog procurando por músicas para ouvir, ou clipes de tal banda para assistir. Para assistir não há mistério algum, pois existem mais de 1001 clones do youtube por aí. Agora não existem muitos sites bons para baixar música (que não sejam pagos). Para isso eu recomendo 2 sites, sendo que um deles só permite que você ouça a música, enquanto o outro faz uma pesquisa na internet procurando por arquivos com links diretos (o que faz com que o download seja rápido).

www.songza.com – Tem bastante músicas, algumas em versões ao vivo ou até mesmo raras. É uma espécie de youtube para mp3, sendo que não permite download (até  alguém criar um  plugin pra isso =D).

http://skreemr.com/ –  é um pouco chato de pegar o jeito, mas sugiro que façam uma pesquisa bem especifica, com palavras menos comuns e evitando palavras como the,of,n’,and, etc. No entanto, o site é bem intuitivo e fácil de navegar.

Bom, fica dada a dica…devem existir mais alguns sites para isso, mas esses são os melhores que eu conheço. Qualquer sugestão ou correção é só avisar!

Aproveito agora para me despedir do blog por esse ano. Vou aproveitar uns diazinhos de férias e depois retornar para terminar meu trabalho final de graduação. Até 2008! Feliz natal e ano novo pra todos!

Publicado por: dmonteiro | dezembro 19, 2007

Melhores e piores do ano (edição 2007)

Bom, 2007 já tá quase acabando, e esse foi um ano bastante atípico (pelo menos pra mim). Não pude postar muito por aqui (tempo um tanto quanto escasso), mas estou eu aqui para mais uma edição do melhores e piores. Vamos lá:

Melhor single de 2007: KoRn – Hold On

Melhor música de 2007: Nightwish – The Poet And The Pendulum

Melhor videoclipe de 2007: Evanescence – Good Enough

Melhor álbum de rock de 2007: Ozzy Osbourne – Black Rain (Hard Rock)

Pior álbum de rock de 2007: Velvet Revolver – Libertad (hard rock)

Melhor álbum de metal de 2007: Nightwish – Dark Passion Play (Symphonic Metal)

Pior álbum de metal de 2007: Avenged Sevenfold – Avenged Sevenfold (metalcore)

Álbum mais esperado de 2007: Guns N’ Roses – Chinese Democracy (será que vai ser assim ano que vem também?)

Melhor filme de ação/suspense de 2007: Tropa de Elite

Melhor filme de comédia de 2007: Os Simpsons

Filme mais esperado para 2008: Homem de Ferro/The Dark Knight

Pior filme de 2007: Homem-Aranha 3

Melhor série de TV de 2007: Lost

Assim como no ano passado, tentarei adicionar novas categorias. Sugestões são bem-vindas! Se alguém se dispor a fazer uma lista própria, por favor poste ela aqui.

Feliz 2008 para todos!

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